Arquivo mensais:junho 2016

Fracking é alvo de discussão em Londrina

O fracking é um processo para se extrair combustíveis líquidos e gasosos do subsolo. Também é conhecido como fraturamento hidráulico.

Descrição do processo de fraturamento hidráulico e das atividades relacionadas.
Descrição do processo de fraturamento hidráulico e das atividades relacionadas.

O procedimento consiste na perfuração de um poço vertical no qual, uma vez alcançada a profundidade desejada, a broca é girada 90° em sentido horizontal e continua perfurando uma distância de 2000 a 3000 metros. A seguir uma mistura de água e substâncias penetrantes e químicas é injetada no terreno sob alta pressão. O objetivo é ampliar as fissuras existentes no substrato rochoso que encerra petróleo e gás natural, normalmente menores que 1mm, permitindo sua saída para a superfície.

Um projeto protocolado pela vereadora Lenir de Assis (PT) no início desta semana na Câmara de Vereadores de Londrina quer proibir a liberação de alvará de licença, tráfego de veículos, uso de águas e a queima de gases no município com o objetivo de explorar gases e óleos não convencionais pelo método de fraturamento hidráulico (fracking). A vereadora alega que há riscos de danos ambientais.

Por isso, amanhã (sexta-feira, 17/jun), às 16h haverá uma reunião na Câmara para a discussão do projeto. Para a reunião foram convidados dirigentes da ONG Não Fracking Brasil, representantes da Promotoria do Meio Ambiente, OAB Londrina, Consemma, Ong MAE, Universidade Estadual de Londrina (UEL), Prefeitura de Londrina e Governo do Estado, entre outras entidades.

Segundo o site da ONG Não Fracking Brasil, o processo pode resultar em danos ambientais  como agravamento das mudanças climáticas, alto consumo de água, possibilidade de contaminação das águas subterrâneas e até abalos sísmicos.

Fonte e mais informações: Massa News

Assoreamento do lago Igapó preocupa Londrina

Foto da reportagem, com Vanessa em um barco dentro do Lago Igapó
Reporter Vanessa Navarro apresenta especiais sobre o Lago Igapó no Paraná TV.

Em duas reportagens especiais, o programa Paraná TV 1a Edição, da TV Globo,  mostrou alguns problemas do Lago Igapó. O maior deles é o assoreamento do lago. São cerca de 440.000 m3 de sedimentos (sujeira), o equivalente a quase 15 mil carretas cheias. O volume de sedimentos não para de crescer: em 2014, era de 231.000 m3.

O lago 2 possui 26% do seu volume assoreado, enquanto o lago 4 tem assoreamento de 36%, já formando até ilhas.

A reportagem baseou-se no estudo do Instituto das Águas do Paraná – concluído e apresentado à prefeitura municipal em 2015 (levou dois anos para ser feito), que prevê o desassoreamento do Lago Igapó.  O estudo mostrou algumas possíveis soluções para o problema. As três opções colocadas custam entre 2,5 a 27 milhões de reais e não há previsão de execução. Sem colocar em prática algumas destas soluções, o lago corre o risco de deixar de existir no futuro.

Os vídeos foram ao ar nos dias 2 e 3 de junho de 2016. Assista-os:

Fontes e mais informações: